TRIBUTOS A PERSONAGENS QUE FIZERAM A HISTÓRIA POLÍTICA DE GUANAMBI.

DR. FRANCISCO JOSÉ FERNANDES

2ª PARTE

Discurso pronunciado pelo Dr. José Cordeiro de Andrade ao túmulo de Dr. Francisco Fernandes.

Pensei num improviso a fim de trazer o último abraço de despedida da União democrática nacional ao presidente Dr. Francisco José Fernandes. Mas, receei que a emoção me deixasse no meio do caminho e não concluísse a missão difícil, e outorgar com essa.

Quando em nós se cumprem o designo da Providência, uma música interior nos prepara para a chegada do anjo da morte, como no dizer de MADAME DE STAEL.

O Diretório da União Democrática Nacional perdeu seu presidente, seu velho amigo e companheiro de longa jornada, tornando-se necessário honrar seu nome, que em vida foi um símbolo e na morte é uma bandeira para as altas reivindicações do partido e da própria Guanambi.

Os seus amigos é que devem continuar a sua obra, porque o ajudaram a construir na labuta diuturma, nos percalços e nas emoções da política, mais dissabores do que glórias, mais decepções do que contentamentos.

Morrer, para quem morre em JESUS CRISTO é saltar no baixel que aporta às plaga eternas, é dormir entre o homens e despertar entre o anjos.

Ontem á tarde, passeava de branco nas ruas da cidade, como se despedindo desta Guanambi quente e cheia de esperança, nos pontos de colóquio dos seus velhos amigos.

Hoje, os amigos, trajados de luto o trazem a esta casa, que é nossa, porque o mais terrível da morte é a eternidade.

Meu carro Dr. Fernandes e luto estão os seus amigos, esta Guanambi que recebeu as suas honrarias, a caridade de suas mãos Esculápio, os benefícios prestados, o calor da sua mocidade, a sua dedicação, a sua resistência sempre ao lado do nosso partido, cuja bandeira jamais será conspurcada.

Morreste como aquele vaso de PRUDHOMME, sumindo-se, gota a gota, a pura linfa e findou-se a vida, em que houvesse alguém percebido e quando verificaram, estava o vão partido. Nesta hora de luto e de lágrima, só temos a repetir as palavras de FREI LUIZ DE GRANADA: “Ó morte, como é amarga a tua lembrança, como é rápida a tua vinda, como são ocultos o teu caminho, como é duvidosa a tua hora, e como é universal o teu domínio”.

Guanambi, 13/10/60

José Cordeiro de Andrade.

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