História política de Guanambi, Segunda parte

Crônicas de Guanambi – 2ª parte – Criação da sublegenda da ARENA 2 – Período de 1973 – 1974

Para as novas eleições municipais de 1976, o então Governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, comandante supremo das forças políticas e da Executiva Estadual da ARENA estabeleceu como norma para conceder a sublegenda nos municípios autorização dos deputados que obtiveram a votação de 10% ou mais nas eleições de 1970, assinar um carta autorizando a criação da sublegenda.

Em Guanambi, na eleição de 1970, ano base para este novo critério, só os deputados Manoel Novais, Odulfo Domingues, Prisco Viana e Vilobaldo Freitas, tinham alcançado esta votação.

Em março de 1973, a nova liderança política de Guanambi formou uma comissão que foi composta por Almir Morais, Sidnei Primo e outros políticos, que deslocaram para Brasília, com a missão de obter a carta de autorização para a criação da sublegenda.

Procuram o então Deputado Prisco Viana, que naquela época era membro da executiva nacional e um dos secretários desse partido, que tinha como função organizar e incentivar criações de novas sublegendas do partido em todo o Brasil, e principalmente na Bahia. O Deputado Prisco Viana assinou a carta autorizando a criação da sublegenda da ARENA 2, em Guanambi.

Com este ato, naquele momento, historicamente, estava mudando o rumo da política em Guanambi.  Retornava aquela comitiva com a tão sonhada carta de autorização para a criação da ARENA 2,  em Guanambi. Oportunidade aguardada por muitos anos, pois esse novo grupo político não tinha a vocação para a filiação no MDB, que era o partido de oposição daquela época.

A região começava a mudar. O novo partido, liderado por José Neves Teixeira, criou novas forças e começou a se estruturar e organizar para as próximas eleições de Deputados e Prefeito Municipal.

Em 1974, foi criada a Cooperativa Agropecuária de Guanambi, que era composta pela maioria dos associados pertencentes ao novo partido político, ARENA 2. Naquele período foi presidido pelos diretores Nilo Augusto de Moraes Coelho e Josino Neves Teixeira.

A região do vale do Iuiu estava em plena expansão, com a agricultura da lavoura do algodão, e da pecuária, que crescia em ritmo superior ao do estado da Bahia, e começava a chamar a atenção em todo o Brasil, ano este de 1974.

Os recursos financeiros para esse crescimento eram originados do Banco do Brasil de Caetité, e da agência do Banco do Nordeste de Guanambi, que com a interferência do Deputado Prisco Viana, junto à direção geral destes bancos, e nos Ministérios da Agricultura e da Fazenda direcionava recursos para esses programas. Os produtores quase todos residiam em Guanambi e pertencia a este novo grupo político – ARENA 1. O município de Guanambi naquela época parecia não ter limites e dominava todo vale do Iuiu.

 

Artigo escrito por José Bonifácio Teixeira

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